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A grandiosidade de Hamilton

  • Foto do escritor: Guilherme Alves
    Guilherme Alves
  • 18 de nov. de 2021
  • 6 min de leitura

Atualizado: 23 de nov. de 2021

Saiba sobre os marcos do piloto da McLaren e Mercedes dentro e fora das pistas


Lewis Hamilton detém os principais recordes possíveis na Fórmula 1, indo do número de vitórias e poles, até o de voltas lideradas. E esse sucesso não vem por acaso. Desde seu início na categoria de elite, o britânico já se mostrava com potencial.

Saiba sobre os marcos do piloto da McLaren e Mercedes dentro e fora das pistas | Imagens: Divulgação

Sem título para Massa

Em seu ano de estreia, 2007, Hamilton, correndo pela McLaren viu o título mundial sair de suas mãos após cometer erro nas duas últimas corridas da temporada, ficando assim com o segundo lugar no geral. Na edição seguinte, em disputa direta contra o brasileiro Felipe Massa, Lewis se sagrou o piloto mais novo na época a ganhar um título mundial na Fórmula 1, com 23 anos, além de se tornar o primeiro piloto negro a ganhar. “Na ocasião, eu como brasileiro, fiquei muito triste, mas depois olhando melhor, a gente percebe a importância desse título para ele e para o esporte, ainda mais se tratando de um esporte elitizado”, comenta o estudante de educação física e fã da modalidade Ricardo Gomes.

Na ocasião de seu primeiro triunfo mundial, precisando chegar apenas de um quinto lugar no GP de Interlagos para ser campeão, ele viu Massa controlar a corrida do início ao fim, e mesmo perdendo a colocação que tirava o título dele perto do final, Hamilton se mostrou seguro e frio, e na última curva retomou a posição que o consagrou.


Chegada à Mercedes

Após conquistar seu primeiro título, Lewis passou ainda mais quatro anos na equipe que abriu portas para ele na modalidade, mas pouca coisa aconteceu de positivo, além de ter visto seu posto de piloto mais jovem a vencer um mundial passando para Sebastian Vettel em 2009.

Chegando à Mercedes em 2013, ele presenciou mais uma vez Vettel sendo campeão, totalizando um tetracampeonato com a Red Bull. Mas já no ano seguinte deu início ao que pode ser chamado de Era de Hamilton na Fórmula 1, conquistando assim seu segundo título.


Conflito com o companheiro de equipe

Ainda em 2014, já havia tido alguns estranhamentos com o companheiro de equipe, o alemão Nico Rosberg. Se antes da Fórmula 1, os dois eram amigos de infância, por conta dela essa amizade se desgastou. Um não queria ceder para o outro o cargo de piloto principal da Mercedes e por vezes foi visto seus carros se tocando nas pistas. Situação que preocupava a equipe toda. “É uma pena ver amizades sendo destruídas por conta do profissional. Aquela situação foi uma das mais tensas que eu, como telespectador presenciei”, fala Ricardo.

Após se sagrar campeão novamente em 2015, Hamilton presenciou um começo de 2016 complicado, vendo Nico vencer as quatro primeiras corridas da temporada, se estranharam mais uma vez na corrida seguinte. E embora o britânico tenha embalado algumas boas sequências de vitórias, não foi o suficiente para tirar o título mundial das mãos de seu companheiro e rival, que pouco tempo depois anunciou sua aposentadoria das pistas, aos 31 anos.


Sem grandes desafios

Sem Nico, Hamilton com a potente Mercedes não teve adversários à altura para enfrentá-los, o que ajudou ele a começar sua coleção de recordes ultrapassados. Já em 2017, se tornou o piloto com maior número de poles conquistadas, além de se sagrar tetracampeão. Nos dois anos seguintes novamente venceu, se tornando hexacampeão, o que tornou ele o segundo piloto com mais títulos, atrás apenas de Michael Schumacher, com sete conquistas.

Em 2020, após conquistar o heptacampeonato e igualar o feito do alemão, Hamilton foi condecorado pela Rainha Elizabeth II com o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico, passando a ser reconhecido como Sir.




Em busca do Octacampeonato

Se nos últimos anos a Fórmula 1 se tornou um programa meio chato de se assistir por conta da facilidade de Hamilton com a Mercedes em ganhar, não se pode falar o mesmo da temporada de 2021. Com novos pilotos se destacando e melhorias em alguns carros, a competição tem sido tratada como a mais intensa dos últimos anos.

Se entre 2014 e 2016, a pedra no sapato de Hamilton era seu companheiro de equipe Nico Rosberg, agora trava uma disputa com o jovem holandês, Max Verstappen da Red Bull, que vem fazendo uma bela pilotagem para conseguir seu primeiro título.

Da mesma forma que aconteceu com Nico, em algumas situações se nota algumas desavenças entre eles nas pistas, tendo até pneu jogado na cabeça do outro, literalmente.

Enquanto esse confronto acontece, Lewis segue quebrando recorde, alcançando assim a casa dos três dígitos tanto em pole position quanto em número de vitórias, sendo o único a realizar esses feitos. “Eu sou da época em que o argentino Juan Manuel Fangio era o cara a ser batido, aí veio Schumacher e bateu os recordes e ainda ultrapassou. E agora surge Lewis Hamilton que vai bater o recorde de campeonatos mundiais, que parecia quase impossível.” comenta o narrador da modalidade, Sergio Mauricio.

A quantidade de recordes conquistada pelo piloto de 36 anos faz lembrar de outro atleta que também não cansa de buscar números, o português Cristiano Ronaldo. Ambos já estão com a considerada idade avançada para esportes tão competitivos quanto os que praticam, mas ainda assim seguem sendo referência. “O fato de continuarem atuando em alto nível e sendo atletas com mais de 35 anos mostra que a longevidade no esporte está em alta. O cuidado físico, alimentar, social faz parte de uma rotina dura, mas de um sucesso enorme”, diz o narrador.


Sua segunda torcida é o Brasil

Quem vem liderando a atual edição, é Verstappen, mas se depender dos resultados da corrida em Interlagos de 2021, muita coisa pode mudar. No fim de semana da corrida aqui no Brasil, Hamilton optou por trocar o motor, e como punição perderia cinco posições no dia da corrida. Para completar na sexta feira da corrida, ele acabou sendo desqualificado por irregularidades no carro e acabou largando em último na corrida Sprint de sábado. Movido pelo pensamento de que tudo era possível, nas poucas mais de 20 voltas dessa "mini corrida" Hamilton conseguiu chegar em quinto lugar.

Somada a punição pela troca de motor, largou em décimo no domingo. Uma vitória do holandês nas circunstâncias que estavam significaria praticamente dar adeus a disputa do título. Mas na terra de seu ídolo Ayrton Senna, Hamilton fez história, e o segundo momento mais marcante do final de semana ficou perto do fim da corrida, quando Lewis e Max foram para o combate, na primeira tentativa de ultrapassagem, o britânico foi jogado para fora da pista, numa manobra que para muitos foi considerada desleal por parte do adversário. Na sequência, no mesmo ponto ele aplicou a ultrapassagem, sem deixar possibilidades para o rival.

O momento mais marcante do final de semana ficou na imagem de Hamilton com a bandeira do Brasil, levando quem estava no autódromo e quem acompanhava de casa à loucura, relembrando um momento histórico do próprio Senna. "Nunca vi um final de semana como esse do Hamilton. E quando ele parou para pegar a bandeira, aquilo arrepiou demais, ele é grande demais”, relembrou o estudante de educação física Ricardo.


E fora das pistas?

Mas Lewis não é só destaque dentro das pistas. Embora no começo de sua carreira ele não se posicionasse a alguns assuntos, nos últimos ele vem assumindo um papel fundamental em lutas de causas sociais, como aconteceu ano passado com o movimento ‘Black Lives Matter’. Em um cenário repleto de manifestações após o assassinato de George Floyd, foi Hamilton que levou a causa para dentro de um esporte tão fechado e elitista, como é a Formula 1, mobilizando outros pilotos a apoiarem a luta. “Sempre que um ídolo mundial se engaja numa questão isso tem um peso enorme”, menciona Sérgio.

É comum ver manifestações em esportes mais populares, como foi o caso do basquete, que nesse mesmo movimento, se mobilizaram e cancelaram uma rodada inteira da NBA. Também é comum ver no futebol os times entrando com faixas, com frases nas camisas para conscientizar os torcedores. Mas ver isso em um esporte tão fechado chama muito a atenção e mostra que Hamilton tem voz ativa e potente na categoria, ainda mais quando a organizadora do esporte, FIA tenta impedir certas formas de manifestações, como foi o caso ano passado, ao forçar os pilotos a usarem os macacões das equipes nos pódios, visto que alguns corredores passaram a subir com camisas com frases de protestos, mas isso não impediu que Hamilton se manifestasse, usando a lateral de seus óculos para expor as hashtags de movimentos.

Lewis também tenta fazer da modalidade um esporte mais inclusivo tanto para mulheres quanto para os negros, visto que desde que ele entrou na Fórmula 1 pouca coisa mudou, e ele segue sendo inclusive o único piloto negro, mesmo após 14 anos de sua estreia.


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