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CS:GO: Em major mais verde e amarelo de todos os tempos, Brasil faz história em campeonato Mundial

  • Foto do escritor: Victor Martins
    Victor Martins
  • 19 de nov. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de nov. de 2021

Após domínio do servidor norte-americano, Brasil emplaca 4 equipes entre os melhores do mundo e vai às quartas de final


Com 24 equipes ao redor do mundo e premiação total de U$ 2 milhões, o PGL Major Stockholm 2021, campeonato mundial de Counter Strike Global Offensive (CS:GO), acabou essa semana em Estocolmo, capital da Suécia. A edição que coroou a NaVi (Natus Vincere) como primeira campeã invicta da história foi de muitos recordes no mundo inteiro, com picos de audiência, de premiação, e a Avicii Arena transbordando durante todas as etapas dos playoffs. Em termos de participação, o Brasil junto da Ucrânia foi a nação com mais representantes: 21 jogadores espalhados por 5 equipes.

Imagem: Divulgação

Pela América do Sul, a Sharks Esports se qualificou após vencer por 2 mapas a 0 o Made In Brazil (MIBR). Já na América do Norte, tivemos domínio brasileiro, que culminou na classificação de outras 4 equipes que carregaram o verde e amarelo nas 3 etapas do torneio: Furia Esports, GODSENT e paiN Gaming, com esquadrões compostos 100% por jogadores brasileiros, além da Team Liquid, híbrido que conta com a lenda do CS mundial Gabriel “FalleN” Toledo, um dos maiores jogadores da história com 2 títulos mundiais e que atuou em seu 13º Major da carreira.


O fenômeno Furia

As 24 equipes estiveram divididas em 3 grupos hierárquicos, definidos de acordo com o desempenho ao longo das etapas classificatórias: Os Competidores, onde o Brasil teve a participação de paiN, Sharks e GODSENT, Desafiantes, segunda etapa em que o “professor” FalleN lutou até a última partida pela classificação com a Team Liquid e infelizmente não obteve a vaga, e a FURIA, que se classificou para o seleto grupo de Lendas pela primeira vez. No quadrangular final, a equipe brasileira foi derrotada na prorrogação pelos russos da Gambit, equipe experiente que conta com dois jogadores consagrados e campeões do mundo – e mais tarde viria a cair para a campeã NaVi.

Por ser uma equipe muito jovem, que conta inclusive com “Drop”, garoto de 17 anos revelado pela equipe “de base” da FURIA que disputou seu primeiro torneio presencial na carreira, a participação deixou especialistas e fãs com impressão positiva para futuras competições, incluindo celebridades apreciadoras do game como Neymar, camisa 10 da seleção brasileira.



A força do segmento no Brasil

O Counter Strike no Brasil é um eSport que movimenta milhões de reais anualmente, e a comunidade é bastante forte. A qualificatória sul-americana, por exemplo, teve pico de mais de 75 mil espectadores simultâneos. Já o torneio de domínio brasileiro realizado no hemisfério acima contou com mais de 100 mil pessoas ao mesmo tempo para acompanhar grande final entre FURIA e GODSENT (3-0). A transmissão em português foi realizada pelo Streamer Gaules, em seu canal na twitch.tv, e o consolidou mais um mês como o maior streamer do país.

Durante as fases finais do torneio, Gaules tornou-se o primeiro canal da América Latina a atingir a marca dos 300 mil espectadores simultâneos em 3 dias diferentes, mostrando a força da comunidade brasileira. Durante a final vencida pela Natus Vincere sobre a G2 Esports o canal registrou pico de 308 mil views, fato exaltado pelo streamer por serem 2 equipes europeias. A partida em questão também bateu recordes globais: 2,5 milhões de visualizações ao redor do planeta. Com os recordes de visualização, engajamento e premiação, Gaules ainda sonha com um Major no Brasil. “O Brasil mostrou que tem torcida, agora tem que ver se a Valve (produtora do Counter Strike) abraça a ideia e olha pra gente em 2022, existe um mundo”, disse durante a transmissão.








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